Arquivo do mês: julho 2011

via do sossego

Quando foi descoberta, a rota conhecida por Via do Sossego passou a ser uma alternativa segura de ligação entre Pinheiros e Itaim, antes feita pela avenida Faria Lima, um lugar particularmente tenso. Assim, pelo contraste com a rota anterior, o nome pareceu natural aos viajantes que ali passavam. Especialmente para quem vem das regiões de Perdizes ou Lapa, é o modo mais agradável de chegar, por exemplo, à Vila Olímpia, onde está uma das entradas da ciclovia do rio Pinheiros.

A rota atravessa um daqueles bairros que têm muitas árvores, casas gigantescas e nenhum pedestre na rua. A declividade baixa faz o caminho agradável na descida e na subida. As ruas são tortuosas e cheias de lombadas, que limitam a velocidade com uma eficácia que, em São Paulo, as leis não conseguem.

Na descida (em verde no mapa), o trajeto começa na rua Atlântica (para quem vem pela avenida Brasil) ou na Joaquim Antunes (para quem vem de Pinheiros). Seguindo pela Groenlândia, haverá um semáforo e a rua Polônia começa à direita (a indicação do nome da rua é pouco clara nesse ponto). A sequência então é: Polônia, Áustria, Itália, Rússia. Sem qualquer esforço, você logo estará cruzando a Nove de Julho e entrando no Itaim, de onde poderá seguir rumo a Vila Olímpia, Brooklin, Santo Amaro.

Na subida (em lilás no mapa), chegando pela Bandeira Paulista, a rota é: Alemanha, Inglaterra, Venezuela. A partir daí, segue-se para Pinheiros ou Perdizes pela Brasil ou para a Paulista via Bela Cintra.

Fique atento nas confluências sem semáforos e nas rotatórias.

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doentes mentais ao volante

Estima-se que entre 15% e 20% dos motoristas sejam portadores de doença mental primária, e portanto jamais deveriam ter recebido habilitação para dirigir. A informação é do Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) em artigo publicado na página eletrônica da entidade.

O médico ainda afirma que casos de reprovação por fatores psicológicos, se existem, não chegam a 0,1% dos candidatos. E atualmente o exame psicológico é exigido somente de pessoas que exercem atividade remunerada ao volante.

Um grande problema das máquinas de andar está na proteção física que dão ao condutor. Gestos irresponsáveis e infantis, por mais que façam grandes estragos do lado de fora, nem sempre afetam o autor do gesto, confortavelmente protegido pela estrutura de metal e pelo cinto de segurança.

Se o quadro clínico é preexistente, ou se é causado justamente pelas condições das vias públicas, parece uma pergunta irrelevante. Pessoas com distúrbios comportamentais, pessoas com tendências clinicamente identificáveis para comportamentos agressivos impulsivos são uma ameaça coletiva.

Vias públicas devem ser pensadas como parte de um sistema de transportes, não como áreas para o desfrute de brinquedos caros. Para quem não tem condições de atender certos requisitos de convivência, considerando que um automóvel é uma arma e um meio de agressão, há os outros meios de transporte disponíveis.

Trata-se de um problema de saúde pública. O agente oficial de trânsito é responsável por um sistema que causa quarenta mil mortes por ano. Cabe a ele, entre outras coisas, identificar quem não está apto para o convívio e retirar essas pessoas das vias públicas, ainda que temporariamente. A aplicação de um teste psicológico rigoroso poderia começar, por exemplo, com motoristas causadores de acidentes graves.

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