carga viva

Pegue uma estrada pelo interior e verá caminhões que levam vacas, porcos, cavalos, galinhas. Os motoristas desses caminhões tomam mais cuidado com as peças que carregam do que a maioria dos motoristas de ônibus urbanos de São Paulo.

Não entendo o prazer destes motoristas em fazer acelerações e freadas tão bruscas, aumentando o sofrimento dos passageiros e eventualmente derrubando alguns. Pior é que muitos passageiros não percebem nada de errado nisso, alguns acreditando que os motoristas estão assim contribuindo para que eles cheguem mais rápido ao seu destino, como se houvesse essa possibilidade numa via entupida.

Seja por não perceber, seja por intimidação, ninguém reclama. E todos sofrem mais que gado.

Por estarem em posição privilegiada, na cabine alta dos ônibus, esses motoristas poderiam, mais que os outros, perceber antecipadamente quando o sinal está fechado ou a fila está parada, deixar de acelerar sem necessidade, frear de maneira gradual. Ao contrário, todos preferem compartilhar dessa estranha pressa. Ansiedade é uma doença altamente contagiosa.

1 comentário

Arquivado em cultura urbana

Uma resposta para “carga viva

  1. nakara

    “ê oô vida de gado!”

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